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18/08/16 - Folha pe

Empresas já conseguem gerar e dividir energia própria

Economia compartilhada é a bola da vez dos novos negócios. Seja nos formatos coworking, Uber ou Airbnb, ela se tornou a queridinha dos empresários e assume o ‘trending topics’ quando o assunto é agregar valor de mercado à empresa. Com a energia renovável não é diferente. Recente, o assunto começa a chamar atenção, ganhar adeptos e despertar para a era do ‘eu consigo gerar e partilhar minha própria energia elétrica’. Sócios das empresas Publikimagem e BVR Consultoria, Bruno Herbert e Rômulo Nunes enxergam além e entendem que o compartilhamento de custos é também uma forma de investir.

O barato dessa história é que, após a publicação da Resolução Normativa nº 687/ 2016 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as empresas ou pessoas físicas passaram a ter a chance de se reunir em consórcios ou cooperativas para a produção conjunta de energia, por meio de micro ou minigeradoras. Nesse caso, a ideia é que a energia gerada seja repartida e, em consequência, as tarifas dos consorciados ou cooperados sejam reduzidas.

“Sempre tivemos interesse de gerar a própria energia, mas as opções eram restritas e demandavam uma mão de obra maior, uma vez que a resolução 482/2010 da Aneel permitia que a geração e o consumo ficassem restritos às empresas cujo CNPJ fosse o mesmo, o que dificultava o acesso”, explicou Herbert, da empresa de eficiência energética, Publikimagem.

O interesse começou quando Herbert recorreu à GlobalSun para desenvolver uma minigeradora de energia solar, no formato consórcio em parceria com a BVR - da área de tecnologia da informação. O investimento conjunto será de R$ 450 mil, sendo R$ 300 mil da primeira e R$ 150 mil da segunda. A expectativa é que o sistema fotovoltaico gere 8 mil quilowatts-hora (kWh/ mês), substituindo o valor pago da conta de energia, que atualmente está na casa dos R$ 6 mil.

“A perspectiva é que o retorno aconteça em cinco anos, tendo, pelo menos, uma conta zerada nos próximos 20 anos”, assegurou o sócio da Publikimagem. O equipamento tem vida útil estimada em 25 anos. “O modelo de negócio é interessante porque, além de economizar 30%, o sistema não precisa, necessariamente, ser instalado na minha em­presa. No nosso caso, a área usada será em Tacaimbó, no Agreste, onde a incidência de radiação solar é maior”, ressaltou Herbert.

Integradora desse processo, a GlobalSun faz a cadeia fotovoltaica girar. “Procuramos clientes potenciais, montamos os equipamentos e fornecemos a manutenção enquanto durar o equipamento”, contou o CEO da empresa, Pedro Nunes, destacando que, com R$ 25 mil, um projeto de energia solar pode sair do papel.

Dono de restaurante, Filipe Bezerra pretende adotar a metodologia para sua casa. “Tinha tentado anteriormente, mas, por morar em prédio e por não ter telhado próprio, não foi possível”, afir­mou. Agora, Filipe não quer perder tempo e pretende investir R$ 30 mil para compartilhar o insumo.

Modelo permite um salto na produção

Gerar a própria energia já é uma tendência no País. Se esse movimento continuar, de acordo com relatório feito pela Bloomberg New Energy Finance, o Brasil dará um salto na geração de energia solar e eólica em 25 anos. Em 2040, o País terá 43% de sua energia produzida a partir de placas solares ou por ventos. Para se ter ideia, em 2015, o percentual não chegava a 6%. Com a ascensão desses novos modelos de geração de energia, a participação das hidrelétricas poderá sair de 64% para 29% daqui a 24 anos. Especialistas de mercado avaliam que isso pode provocar, de certa forma, barateamento da tecnologia usada pelas fontes limpas.

Sócio na Blue Sol Energia Solar - empresa de instalação de painel solar - , Nelson Colaferro acredita que os sucessivos aumentos na conta de energia são os grandes responsáveis por essa evasão. “As pessoas começaram a perceber que é possível produzir a própria energia”, afirmou, destacando que, em média, o consumidor paga R$ 0,75 por quilowatts-hora (kWh). “Quando se opta por produzir a própria energia, esse custo é zerado após o pagamento do investimento”, garantiu. Ainda segundo informações do relatório, a previsão é que os investimentos cheguem a US$ 237 bilhões no Brasil, incluindo a biomassa, até 2040.

O estudo prevê também que o País vai viver uma revolução da energia solar a partir de 2020. O número de imóveis com placas solares nos telhados deve saltar de 3,5 mil para 9,5 milhões em 2040. “A conscientização e a economia influenciarão na decisão de instalar os sistemas solares. Isso também fará a geração distribuída crescer”, projetou Colaferro.

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